quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Permita-os. Permita-me. Permita-se.

Sim, nenhum ser humano vive sem outro ser. Assim como o ser humano não necessita de alguém que saiba tudo sobre sua vida e muito menos alguém que comente em lugares que merecem menosprezo tanto quanto seus frequentadores. E, além disso, meus pais e familiares até podem se meter na minha vida, pois eles estarão me dizendo “faça isso. Faça aquilo” com intuito de educar. Cabe a minha pessoa escolher o que fazer com essa educação e assim, penetrar a sociedade como uma cidadã. O que a sociedade me diz ouço apenas aqueles que me dizem na cara como meu pai. Não quero ouvir do amigo do seu namorado que vocês estavam ridicularizando uma SUPOSTA atitude minha. Usar a palavra falsidade me trás um medo imenso de estar sendo falsa. Todos dizem que existem hipócritas, pois bem, todos somos. Nós queremos o melhor para nós, em segundo para quem está conosco e em terceiro, novamente, para nós. Se uma mentira será proveitoso para mim, porque não mentir? E pensando nas pessoas que estão comigo, porque não mentir se sei que será o melhor parar todos? Sem magoas, sem muita conversa, um pequeno ponto final. Não devemos satisfação da nossa vida a um amigo.. Depende, se ele realmente é seu amigo, se esteve presente em quase todos os momentos. Não estou falando de pessoas com as quais divido momentos de festas ou pequenas conversas, com conteúdo ou não. Creio que todos deveriam ter a consciência: isso de “os verdadeiros sei quem são” é mesmo que tomar café puro quando você quer um pão. Os verdadeiros, eles sim, sabem quem são. De verdade? Quem é feito de verdade? Todos somos filhos da nossa história e pais do nosso futuro. Não me julguem quando não contar um segredo, no entanto, me perguntem se estou bem por não ter aparecido em uma ou outra festa. Se eu não responder, não se preocupe. Não se preocupe e não comente com alguém. Caso diga não, pode até não ser um “não”, porém, eu, dona da MINHA verdade quero que seja um NÃO. Se fosse para você saber que é SIM, você saberia. O que deixo de fazer caberá a você quando for, de fato, algo relacionado contigo. Porque saber o que fiz ou deixo de fazer? Que mal tem eu comprar um tênis que você não gosta? No que isso vai mudar sua vida? Legal, uma fofoca com seu parceiro. Não quero entrar em detalhes comportamentais. Só leia isso e reflita quantas vezes deixou de viver SUA vida para parar e pensar que comentar sobre a dos outros vai trazer bons frutos. Pense bem. Suponha, duvide, fique com o pé atrás com tudo e todos. O medo move alguém como o poder move o mundo. Já pensou quantas vezes seus parceiros de boatos não falam de ti? Até um objeto de uso pessoal pode lhe trair a confiança, quanto mais alguém. Nunca diga algo sem pensar. Nunca critique algo. O mundo inteiro está sujeito a mudanças que qualquer vivente pode passar. Não peça pela mudança do mundo quando não consegue aceitar a vontade alheia. Querer que a guerra no oriente acabe é covardia se não permite o amor, a paz, dentro de si. Ame as pessoas e permita. Queira o bem de todos, não apenas o seu.

domingo, 29 de julho de 2012

Casas não tenham teto de vidro Abelhas não façam mel Violões percam suas cordas O casamento não seja algo familiar Mudem o jeito de vestir Falem o que não querem ouvir Joguem fora perfumes caros Esbanjem inteligência frágil Idolatrem índios Percam o entusiasmo com pouco Aventura seja chato Computadores não se usem Tenham nojo do que queiram ser e nunca serão por não terem Mudem o rumo assim como mudei o deste texto Comecei lembrando de algo que já nem lembro mais E foi assim que todos perderam o foco, mas reli. Pensei novamente e agora sei a chave: pense outra vez e tudo estará mudado. Nada estará mudado, você transformou o modo de perceber quando mudou o ponto de vista.

Cinismo

Os corruptos são culpa da nação Cabeça pequena é semente de cidade pequena Pensar alto é andar desarmado Culpam os pais pela má criação Desculpam os filhos da mãe por ser culpa da puta Desrespeitam o espaço alheio assim como desrespeitam o seu Roubam a vida de alguém por quererem ser possuidores Mas, dizem que não querem sentir minhas dores, querem sorrir quando elas existirem Perdem a chance de jogar ao fogo as mentiras para que possam estender sua hipocrisia Descuidam-se do hábito de viver Como se não bastasse entender que nem tudo devemos compreender E por favor, desculpem essas rimas, elas chegaram assim, sem querer

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Você erra quando tenta explicações para aquilo que é possível apenas expressar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Seria o ser algo além de toda sua construção social? Seria o social mais influenciador que a genética? Pensamos em resposta. Agimos em resposta. Vivemos em resposta, até quando não vivemos. E se vivemos, se respondemos, somos construídos por nossa formação social, resolvida no contorno dos nossos parentes, feito na sombra de nossos amigos, compartilhado com os vizinhos e refletido com os colegas. Existem os estranhos, mas até eles possuem espaços em nossa memória. Mas, para que as respostas sejam dadas precisamos de perguntas e elas são todas as pessoas com as quais convivemos (não necessariamente vivemos). Somos toda a resposta de tudo o que foi nos perguntado. O nosso passado é lindo de todas as formas. Se hoje você chora, um dia você sorriu. Mas se você é forte o suficiente para chorar, isso foi aprendido, ninguém ensinou. Se hoje você sorrir, isso, você aprendeu, vendo todos sorrirem ao seu redor. Somos o reflexo de tudo. Somos o máximo de absorção que conseguimos. E quem mais nos traria essas possibilidades, de hoje, estarmos assim ou aqui além do passado? Nunca haverá o hoje sem o ontem (óbvio). Nunca haverá amanhã sem hoje (não diga!) Então, reclamar de ontem não vai fazer o seu dia nascer melhor ou pior. Vai fazer você ser um resmungão. O dia amanhã vai nascer, para uns sim e para outros não, mas ele vai chegar. Não importa se a data que importa a você é o dia 23 de fevereiro ou simplesmente o próximo. Seus planos são apenas um passa tempo para sua mente enquanto você tem preguiça de viver o hoje e é medroso o suficiente para perceber sua história (passado). Mas você sempre estará a sentindo. Não se escrevem diários a toa. Não se criaram livros e filmes apenas por criarem. Precisavam de registros concretos mais que palavras. Ninguém daria tanta importância se guardar o passado não fosse tão significante. Não é por brincadeira que precisamos dos estudos de história para entendermos os 'pqs' da vida. Você precisa de histórias para contar. Você precisa buscar no seu passado tudo o que aprendeu para ser capaz de colocar em prática. Vai olhar e procurar onde errou para não errar novamente. Vai buscar momentos felizes para segurar a onda de quando estiver triste (existem masoquistas no mundo e não me contestem por isso, mas sempre existe o do contra). Irão erguer mais um brinde a algo que você não quer, mas sua taça estará cheia, até que queira beber o vinho da vitória, alheia ou sua. Não caia na fraqueza e beba esse vinho apenas por raiva, será como tomar o veneno do seu pior inimigo. Aquele que ele oferece, você faz cara feia, sabe que não vai gostar, sabe que vai sofrer, mas bebe... dizem que quanto antes a dor vir, melhor será. Mas, antes de beber essa última dose, lembre-se de sua história e se vai valer a pena deixar tudo sem o fim mais belo, até quando ele não termina como você queria, mas sempre terminará como Alguém ali quer ;) Vai valer ter passado por tudo isso e se entregar por preguiça de viver, por medo? Você já ganhou de presente sua vida e ainda está pedindo mais?

Verdade

De tanto cosntruir uma imagem certa (certa de realidade e não de bondade, por favor né?!), fizeram a imagem errada. Acreditei no que eu não era e hoje vivo sendo isso. Se eu me divirto com mentiras eu as vivo como eu quiser. E se a mentira é o meu caráter, serei falsa com quantos preferir. Não vou mentir com as palavras, seria muito clichê. Não vou mentir com o olhar, poético demais para mim. Não vou mentir com atitudes, pouco. Vou mentir com tudo que me deram. Vou mentir vivendo a mentira. Seja lá o quão feliz ou infeliz isso seja, mas vou ser o que... Vou mentir com a maldade que só uma boa dose de veneno me oferece. Irão pagar a conta disso nem eu mesmo sei, mas irão. Desde que não saia prejudicada, estarei muito feliz, pois ser a mentira que contam é o melhor remédio para destruir o patético que você pode ser quando está sozinho. Irei mentir por ser tão natural quanto não.

sábado, 26 de novembro de 2011

Lembrando - isso não aconteceu!

Porque proibir o amor, quando ele, independente da forma, sempre será amor?
Foi isso o que eu perguntei a um colega em sala de aula, quando me disse que homossexualismo era pecado. Sem me olhar nos olhos, com um pensamento igual ao da maioria, ele me falou - está na Bíblia.
Então, olhando fixamente para seus olhos, pois eu sabia o que estava falando, retruquei - mas, lá está também escrito: amar ao próximo.
Meu colega permaneceu em silêncio, buscou respostas e sem me mostrar que as encontraria, retornei a falar - e Deus não nos ama, independete de qualquer coisa?
Ele, provavelmente, estava ainda procurando respostas, que inferiorizassem meus argumentos, que mostrassem sua razão, mas tudo o que conseguiu foi assumir - está.
Meu colega tentaria mais argumentos, mais palavras, mas eu estava tão pronta para devolvé-las, que nossa conversa ficou ali.
Voltando para casa, passei em uma padaria e haviam duas crianças brincando naquelas máquinas em que colocamos uma moeda e ganhamos algo. Um era um pouco maior e devia ter uns oito anos e o outro uns seis. O menor tirou o brinquedo melhor, enquanto o maior ficou com o pior. Porém, este, tomou das mãos do pequeno o brinquedo que nelas estava e disse - esse é meu.
O menor brilhou os olhos de tristeza, curvou os cantos da boca para baixo e disse - eu ganhei.
O maior gritou - sou mais velho.
O menor começou a chorar, uma mulher se aproximou e eu desfarcei não está reparando na cena.
Comprei o que tinha de comprar e voltei a caminhar para casa. Cheguei, tomei banho e preparei a janta, sem parar de pensar - até quando vamos achar que somos superior uns aos outros?


Todo nó é criado para um dia, talvez, ser deseito
Túneis sempre possuem fins
A luz está bem ali, você só não está a permitindo brilhar.

É que... costumo perder meu tempo registrando aquilo que jamais será perdido, poeticamente. A memória de uma fotografia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aceito.

Perceber a mudança. Você está tão frágil que vai doer aceitar. Aceitar... levei tantos anos para aceitar o aceitar. Aceitar o que somos. Aceito o que você é e o que você é para mim. Aceito viver sem o que mais preciso, pois não preciso tanto assim. Vão existir palavras cruzadas que jamais serão feitas por mim. Mas eu aceito que elas estejam esperando o dia que irei preenché-las. Aceito toda maneira que existe do melhor/pior sentimento que há. Aceito criar expectativas, pois o hoje é apenas uma sala de espera para o amanhã. Uns topam fazer dessa sala algo a mais, outros esquecem até mesmo de esperar. E eu vou aceitar construir os sonhos antes mesmo que a obra comece. Sempre aceitei viver e um dia terei que aceitar morrer. Aceito esperar o seu abraço, mesmo que não exista tempo para isso. Aceito o tempo, a coisa que mais odeio nessa vida e em todas minhas reencarnações. Aceito o tempo, a coisa que mais amo nessa vida e em todas minhas reencarnações. Fecharem portas na minha cara, deletarem minhas mensagens, fingirem não me ouvir, rirem do que eu for fazer. Eu aceito e nem sei o motivo. Aceito não é ficar calada. Aceitar é mostrar soberania. Aceito é mais um termo usado em mais um texto que talvez não seja lido, mas eu aceito escrevé-lo, me faz bem. E o que eu não aceitar, é porque ainda não me mostraram um bom número de argumentos para que eu sinta desejo de contrariar.
Motivos pelos quais não estava postando aqui:
Falta de tempo;
Não escrevi nada que não estivesse relacionado com os meus estudos;
Pouco tempo que tive para escrever o que realmente gosto, dediquei ao meu livro;
E... ah!

Mas agora, tenho tempo sobrando, voltei a escrever o que gosto e bateu aquela vontade e compartilhar... então, vamos lá.

Acho que vou começar por, isso vai levar um bom tempo, tenho muito material para colocar aqui :)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Perdi tudo em um jogo
Ao mesmo tempo em que as luzes de Las Vegas me encadeavam
Tudo o que eu havia apostado
Não passava de um coração
Que tão forte nunca foi destruído
E você apertou a minha mão
Antes que eu entrasse no elevador que iria para o térreo
Mostrando que eu chegaria ao céu
Sem a beleza do ouro
E com a cadeira aparadora do aço
Sempre sendo a minha escada
Desde o momento que conheci e eu não sabia
Nunca procurei por você
Mas alguém sempre estava me colocando no seu caminho
Cheguei perto de perder tudo que tinha
Nas apostas em Las Vegas
Mas você chegou perto e já me fez me sentir melhor
O último trago na velhice que desejava me consumir
Foi dado quando você me abraçou e eu pude me despedir
Jamais fumei algo que não fosse a sua respiração
E seu perfume rotineiramente usado na nuca
Mesmo nua eu estivesse em um Porsche
Você preferiria vestida em uma Igreja
E eu o quero tocando a porta
Fazendo uma aposta
Sendo você pela primeira vez
Revelando todo o segredo que guarda
Caminhando contra o Sol capaz de se pôr
E escolher suas próprias escolhas
Quando você já está fazendo isso
E eu preciso disso
Quero muito mais disso
Nunca vou querer você como uma carta em um jogo de baralho
Posso até vendê-lo
Trairei sua confiança em mim
Para que eu não aposte mais o meu coração e chegue tão perto de perdê-lo
Mas que seja você entregue
Outro igual posso encontrar em qualquer boteco
Só não vai ter a mesma alma
Que foi capaz de desmentir toda a crueldade que eu havia planejado para o meu futuro
Não sinto mais nada e nem tenho o que dizer
Além de – nos encontramos por aí e ainda vamos dividir a mesma taça de vinho que você nunca experimentou e tomou de mim quando eu já estava caída

quarta-feira, 6 de julho de 2011

não existem motivos para tentar me pedir para esquecer o passado
eu preciso de história e ela nada mais é do que o registro do que foi bom e do que foi ruim
o importante é errar e refletir saber sacudir a poeira
sorrir para a lua e agradecer ao sol e sua dança com as nuvens no céu que mais tarde é das estrelas
bom é abrir as janelas e tentar evitar que os planos venham e pedir para que as lembranças não fiquem apenas nos murais
que as boas sejam conversadas e as ruins discutidas
nada deve ser esquecido
nada pode ser perdido
ouça as palavras das pessoas, se elas te cortam ou não
as guarde em lados diferentes, de um lado as que merecem que você repita e as que merecem o seu desprezo
mas as lembranças devem sempre está ali, para nos lembrar de bater no peito e gritar eu vi, passei por isso, eu ouvi e ainda estou aqui
também para nos dizer que está na hora de parar ou na hora de seguir em frente
de escolher as pessoas como se elas fossem ficar para sempre nas nossas vidas
ou deixar que sejámos escolhidos por elas e permitir que batam nossa porta
que nos procurem apenas uma vez e agradeçam cada encontro
ou que venham cada vez mais e mais
não quebre o vidro crendo que ele vai se unir sozinho
ou na espera de ter a chance de colar
segure o vidro mesmo se ele estiver caíndo
um corte aqui e outro ali não serão sentidos perto da alma salva
o espirito interno é aquele que se reflete no externo
nós não somos o que parecemos, somos o mistério maior que o oceano
somos as águas turvas lutando pela vida mesmo quando a arriscamos em cada esquina virada
somos o que as pessoas que amamos sabem quem somos
sou o amor e o amor nada é sem mim
que a beleza do natural se destaque
e os meus olhos fotografem aquilo que a slentes não pegam
a cor verdadeira dos seus olhos quando me dizem sim
e você nem aí
irei voar junto com bolhas de sabão
dentro da fé e a esperança e que seja o que Deus quiser

sábado, 25 de junho de 2011

Forte não é aquele que segura a casa enquanto ela está de pé
Mas aquele que tem força de vontade para erguê-la quanto está em ruínas
Por que eu vou ouvir as batidas convidarem a alma para tocar no escuro envolvida por espíritos que guiarão para a luz mas o meu ser sempre será surreal tão insuperável quanto o calor humano deitado nos braços de um anjo que nunca mais voltará para o caminho que nos leva a nascente do rio que tem sereias de vidro e pedras de cacto no deserto do meu sonho mantida encoberta por um raio de saudade e irão me chamar para dar continuidade ao que jamais existiu e eu irei aceitar o desafio de me colocar diante do que criei e terei toda responsabilidade que o sábio tem frente as palavras sangrentas que usa atacando multidões ou defendendo-se de leões ao mesmo tempo que derruba uma agulha no vento esperando a ausência do silêncio que ela fará quando cair sobre o chão molhado pelas lágrimas de um dragão chamado amizade

sábado, 18 de junho de 2011

Uma mente e muitas idéias
Uma vida e muitos planos
O meu egocentrismo
A minha forma de aceitar as leis
O jeito como canto
Os dedos rasgados
E um coração cortado
O esmalte nunca usado
O turista do lugar sem nome
A rua sem saída
E o meu vazio
Muitas pessoas novas
Mas não as quero
Muitas vidas que regem sobre a minha
E dessas eu preciso
A maior vida não é vida e impera a minha
O desabafo secreto
A conversa humilde
Meu passa tempo preferido
Impedido pelo tempo
As asas milagrosas
O dom do entorpecente
A magia do escrever
Contar através do que nem sei
Aprender comigo o que tanto procurei
Descobrir quem sou
Meu rumo
O óculos na gaveta
A caneta sobre a mesa
A mala perdida
Uma dose de remédio para curar
A doença inexistente
O som da batida
Meu pilantra
E um maestro da chuva
Meu vento cantante
A minha ida sem partida
Passar a borracha sem o perdão
Uma estrada em ‘Z’
Um eu e dez você
Meu cordial
Pular a passarela divida
Aproveitar a chance única
Fugir pelo campo
Tocar um berrante
Gritar os mistérios
Soar excitante
Arriscar o mutismo
Ignorar o negativo
Minha confiança desperdiçada
Uma força insuportável
A revista não lida
O sapato abusado
O teste desaprovado
O céu nublado
E um basta
O vazio do vazio que nunca existiu
A turbulência calma
Meu tapete vermelho
A cabeça na lua
O choro preso
E minhas costas suportam o peso
O infalível
Meu inquestionável questionável
A maneira de dizer
Eu amo você – eu
Eu me amo – você
O veterano mal causado
Um forçado natural
O sorriso fraco
Minha queda no macio
O amparo do jeans sujo
O abraço mais que beijo
A duvida sem perguntas
Um laço cheio de desejo
O perfeito feito de imperfeições

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Só quero voltar a me sentir bem como eu sempre me senti
Só quero poder sentir os abraços
Só quero não está lá
Só quero continuar o que ainda falta ser completado
Só quero de volta o que foi tirado
Quero acreditar que a confusão de identidade seja uma característica da adolescência
Ou está tudo mudando acelerado demais
Ou eu estou muito lenta, só pode
O que foi que eu perdi?
Onde está a peça chave?
Mas, eu fiz algo de errado?
Esqueceram de terminar de me contar o segredo?
Ou nunca houve segredo?
Ou o segredo não existe mais?
Sou ridícula comigo
Ainda vivo o meu passado e não paro de pensar no futuro
E o meu presente, onde está?
O que eu estou fazendo?
Reclamo de quem deixa a vida passar e não passa por ela
Mas, é isso, a vida está passando por mim
Passei 19 anos acreditando que estava passando pela vida e que quando eu morresse eu seria lembrada
E não! Nada sai do papel, nada sai do meu pensamento
Fica tudo lá, até que um dia o meu inconsciente consuma e me faça esquecer até um breve insight que possa me presentear com uma lembrança repugnante
Não darei mais tempo ao tempo, ele se quiser que me procure ;)
Desculpe-me se não fui eficiente
Desculpe-me se eu não estive presente em todos os momentos
Desculpe-me ter falhado
Desculpe-me ferir seus sentimentos
Desculpe-me ter ido sem dizer adeus
Desculpe-me não ter notado quando a maré começou a mudar de direção
Desculpe-me está sentindo o mesmo sentimento que tive dois anos e meio atrás
Desculpe-me querer permanecer nas lembranças
Desculpe-me querer ter você ainda por muitos anos
Desculpe-me querer acreditar que ainda me ama
Desculpe-me ficar jogando tudo para o ar antes que você diga fica com Deus
Desculpe-me não ser suficiente
Desculpe-me não ser perfeita
Desculpe-me não ter feito tudo o que você queria
Desculpe-me por qualquer coisa, mas eu juro que sempre tentei fazer o meu melhor
Então, desculpe-me ser um lixo de
São fotos e fatos
Retratos e portas
A realeza e a beleza
A brincadeira e a amizade verdadeira
É o bom e o curtir
Ser tão como é
Dizer o dito
Brigar pelo ditado
Discutir o errado
Chover no seco
E choras para o rei
Cada linha torta do asfalto
Qualquer empírico
O solo
Minha constante
É o desespero
A pressa do carinho
A vantagem do lugar
Conter o momento
Remediar o atraso
Utilizar o que é meu
Fazer do próprio o abismo
Cair de cabeça na ponta da maior pedra
Eu poderia ter ficado de pé
Mas nada foi suficiente
Abalar a fé?
Quem ousa?
Sou assim
O que não quero para mim
Penso no futuro dos filhos
Que serão meus
E abraçarão os seus
Inocente como a selva
Diferente
A história fica guardada
Os fortes fazem-na
Fracos... risos
O tombo do tonto
A queda do todo
Uma trégua
Amor
Seguir e correr
Parar e continuar
Não parar. Não para. Nunca
Saber ser aprender a sobreviver
Viver todos sabem
Psiu! Silêncio
Respeite o que eu digo e eu digo nada
Isso! Respeite o meu nada
Dor?
Não, obrigada. Acredito no amor
Confesso
Que nunca direi o que trago
Ambíguo como for
Não estou deixando de ser
Isso eu sempre quis
E o sempre é agora
Começou a pouco
Vamos, temos tempo
Voltei a escrever da maneira que mais gosto – livre.
São infinitos motivos que me fizeram parar de escrever e um deles, ironicamente, era exatamente por está escrevendo. Explico: estou revisando o meu livro para em breve concluí-lo. Logo, deixei de escrever abertamente, qualquer besteirinha, para me dedicar a ele.
Mas agora, forças maiores me levaram a escrever da maneira que eu mais amo. Perdi as contas de quantos textos foram escritos durante o dia de hoje, mas agora postarei alguns.